sábado, 12 de novembro de 2016

Sobre zonas de conforto e re-começos

Gosto de “zonas de conforto”, gosto da sensação de segurança e estabilidade que me dão. Tudo está lá, sempre, todos os dias. É nessas zonas que recarregamos as nossas energias.  A sensação é tão boa que nos estacionamos por lá e resistimos a perceber que só quando saímos da “zona de conforto” é que podemos atravessar novos horizontes, viver outras experiências, perceber outras cores da nossa vida e re-começar. Mas não, ampliamos a “zona de conforto” e a sua sensação, e encontramos razões muito boas para nela permanecer: “É arriscado demais...”, “Não vou ser capaz.”, “Estou tão bem assim...”, “Isto não é para mim...”, “não é momento certo”. E procrastinamos, engavetando-nos no medo de tentar, de fracassar (mais uma vez) ou de nos arrependermos. Re-começar é difícil porque nos obriga a saber o que queremos, o que não queremos e a definir o que nos faz felizes... mas para isso temos de ir para onde a magia acontece, e não é na nossa “zona de conforto”. 
Re-constroi-te e re-começa, sem pressas... e o que vier para ficar, que seja para acrescentar.



Sísifo, de Miguel Torga, 
 Diário XIII

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